Concentração de gatos demanda atenção no Parque do Cocó e arredores
- Equipe Amparo

- 6 de out. de 2019
- 2 min de leitura
Trabalhadores do Parque do Cocó pedem para que parem de abandonar gatos nas redondezas pois o parque não tem como administrar a quantidade de animais espalhados por lá
Animais abandonados são um problema que atingem a Capital cearense há muito tempo e geram diversos problemas na fauna, flora e cotidiano das pessoas. Mas e quando eles são deixados em áreas de conservação? Essas áreas tem o objetivo ambiental de proteger os recursos hídricos, paisagens e até a estabilidade ecológica. O Parque do Cocó, localizado na avenida Padre Antônio Tomás, possui entre 40 e 60 gatos desamparados no seu interior, alterando o equilíbrio ambiental e causando problemas a população fortalezense.
Pedro Wilson, segurança do Parque, relata que os gatos geram desconforto aos visitantes devido aos dejetos dos animais e às doenças que eles acabam transmitindo para outros bichos e frequentadores do local. O profissional, que já monitora o local há um ano e meio, diz que os gatos atacam espécies silvestres, entre eles aves como sabiá, azulejo, bico-de-lacre e rouxinol e a cobra corre-campo, alterando o ciclo da cadeia alimentar e a fauna é atingida também.
Outro problema enfrentado são as mortes dos gatos, seja por ataques de outros animais, como as raposas dentro das trilhas ou ataque de matilhas de cachorros, seja até mesmo por envenenamento. “As pessoas vem alimentar os gatos e, mesmo sendo com boa intenção, isso atrapalha a concentração deles para longe das trilhas”, afirma o segurança. Existem seis ilhas de alimentação (conhecidas como gatis) distribuídas por toda a área, mas os frequentadores do parque parecem não respeitar a medida.
Os gatis fazem parte de iniciativas adotadas por educadores ambientais como forma de melhorar as condições para os bichos e também para os visitantes do Parque. Ao mesmo tempo, três vezes por semana (todas as segundas, quartas e sextas) oito educadores e o segurança se dividem para monitorar a situação dos animais abandonados tanto no Parque do Cocó quanto no Parque Adahil Barreto, vizinho ao primeiro. Além disso, o parque contou com um convênio com o VetMóvel, iniciativa da Prefeitura de Fortaleza, castrando a maioria dos gatos que lá são deixados, embora a ação tenha sido positiva, os gatos seguem sendo abandonados nas redondezas.
Outra iniciativa da administração é a possibilidade de adoção dos animais, eles possuem até mesmo fichas de cadastros e termos de responsabilidade para quem desejar adotar.
Embora essas medidas existam e sejam colocadas em prática, o Parque nunca realizou feiras de adoção ou palestras sobre educação ambiental. As ilhas de alimentação não são limpas e os gatos continuam sujeitos a ataques de outros animais maiores ou mesmo a ações humanas. Pedro Wilson é o único segurança do local, que tem pouco mais de 11 mil quilômetros quadrados; tal condição impede que as áreas sejam vigiadas com mais frequência.



























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