Projeto criado por alunos da UFC presta auxílio a animais abandonados no Campus Pici
- Equipe Amparo

- 6 de out. de 2019
- 2 min de leitura
Com o alto índice de abandono de cães e gatos no local, o projeto Animais UFC realiza trabalhos voluntários em busca de amenizar as consequências do problema

No Campus Pici, da Universidade Federal do Ceará, é comum encontrar cães e gatos espalhados em meio aos blocos do local. Os estudantes e servidores já têm uma afeição com os animais e, por isso, preocupam-se com as consequências do abandono nesse local.
O artigo 32 da Lei Federal nº 9605/98 configura como crime os maus tratos ou abandono de animais. Apesar disso, é uma ação que ainda ocorre em alto índice no Campus Pici da UFC, que é visto pela população como um depósito de pets, e esses ficam sujeitos a problemas como fome ou maus tratos por parte de pessoas que frequentam o local.
Além disso, a área conta com um rico ecossistema, que também é afetado, tendo em vista que os animais silvestres podem ser feridos ou machucarem os animais domésticos, fora os casos de morte. Os ferimentos decorrentes desses conflitos carecem de cuidados e, se não tratados adequadamente, podem gerar futuras doenças, como cinomose ou rinotraqueíte. Junto à isso, o ciclo de reprodução acelerado dos animais não castrados faz com que a problemática aumente.
Buscando amparar esses problemas, surgiu o projeto Animais UFC, realizado por estudantes da Universidade Federal do Ceará comprometidos com a causa animal. O projeto foi criado em março de 2018 por alunas do curso de Zootecnia, e desde então auxilia os pets abandonados e concede um Lar Temporário (LT) aos que necessitam de cuidados pós-cirúrgicos. Atualmente, o Animais UFC tem cerca de 30 membros ativos que atuam de forma voluntária para o projeto.
A estudante de Zootecnia Taíse Praxedes é uma das fundadoras do projeto e conta que a região do Campus Pici foi mapeada pelos membros, contabilizando cerca de 200 gatos e 60 cães no local. Os animais que estão sob domínio do projeto recebem vacinação e são castrados por médicos veterinários profissionais, sejam através de clínicas particulares ou pelo VetMóvel, equipamento itinerante de serviços veterinários da Prefeitura de Fortaleza, que tem parceria com o projeto da UFC. Taíse relata, ainda, que já foram realizados tratamentos em geral em aproximadamente 250 animais, e que 200 desses já foram castrados.
Atualmente, o Instagram do Animais UFC (@animaisufc) tem mais de 8 mil seguidores e, através da rede social, são divulgados todos os casos de abandonos no Campus Pici, os eventos organizados pelo projeto e todos os animais que estão disponíveis para adoção responsável. O projeto Animais UFC é voluntário, sustenta-se através de doações e realiza eventos como bazares de roupas a fim da arrecadação de fundos.
Imagens: Equipe Amparo e arquivos do Projeto Animais UFC

























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